Um estudo publicado em 2017, e anunciado na Fenalaw – Exposição e Congresso para o Mercado Jurídico, em São Paulo, calculou que o mercado jurídico brasileiro movimenta cerca de 50 bilhões de reais por ano. E estimava-se que o valor estivesse crescendo em cerca de 20% ao ano.

Sociedade mais litigiosa?

Os críticos apontam que as sociedades modernas estão se tornando mais litigiosas. Em lugar de se valerem por valores como a honra ou a palavra dada, os contemporâneos tentam fazer valer seus interesses à luz da lei. O resultado seria uma propensão irresistível para o recurso aos advogados e aos tribunais.

Ou mais complexa?

Por outro lado, os códigos de honra do passado determinavam certas soluções que hoje não são mais aceitáveis. Os duelos e outras situações violentas, por exemplo, não têm mais lugar. Poderão ser substituídos pelo recurso a um tribunal.

Além disso, a sociedade está mais rápida. E não é só nos meios de transporte, na velocidade da internet ou nos estilos de vida. É toda a forma de vida, consequência dessas e outras transformações.

Em um célebre livro publicado em 1970, chamado “O Choque do Futuro”, o futurólogo americano Alvin Toffler falava da “transitoriedade”: o fato de cada pessoa encontrar muito mais pessoas, objetos e situações diferentes ao longo da vida. A inovação gerava passagens mais curtas dos trabalhadores por cada empresa, as pessoas comprando bens e serviços de um maior número de empresas, etc., o que resultaria num aumento imenso do número de interações. Se em séculos anteriores as pessoas encontrariam centenas de outras pessoas ao longo de toda sua vida, hoje esse número chega facilmente aos milhares.

A sociedade moderna está se tornando cada vez mais complexa. Essa nova realidade, em probabilidade estatística, representa um aumento na possibilidade de litígios.

Um mercado com futuro

Tudo isso significa que o advogado será cada vez mais necessário. O que não significa que os cidadãos estejam pior, pelo contrário!